A maioria dos aviões comerciais voa em velocidades entre 880 e 965 quilômetros por hora, o que corresponde a Mach 0,78 e 0,85 — entre 78% e 85% da velocidade do som.
O avião supersônico Concorde cruzava a Mach 2 (cortando pela metade o tempo de um voo transatlântico!). O problema é que para realizar este feito, ele queimava combustível na proporção da sua velocidade e, assim, uma volta de New York para Londres custava dezenas de milhares de dólares apenas em querosene e, por isso, apesar de tecnicamente possível, o Concorde era economicamente inviável.
A faixa entre 800e 100 quilômetros por hora representa a otimização entre algumas das principais limitações da aviação comercial:
O problema aerodinâmico
Quanto mais perto da velocidade do som, mais o ar se comprime e pode começar a se comportar de forma imprevisível, por causa disso, os aviões comerciais modernos foram projetados para Mach 0,80-0,85, onde encontram o melhor equilíbrio entre eficiência aerodinâmica e segurança estrutural, uma vez que acima de Mach 0,9, ondas de choque começam a formar-se nas asas, criando instabilidade.
O problema do combustível
Um avião comercial consome entre 7 mil e 11 mil litros de combustível por hora em cruzeiro e a resistência do ar cresce exponencialmente com a velocidade. Isso significa que ir 80 quilômetros por hora mais rápido pode significar 10 a 15% mais combustível queimado.
Pode até parecer pouco, mas para uma companhia aérea isso representa uma diferença de alguns milhares de dólares por voo.