O escurecimento das luzes da cabine durante a decolagem e o pouso é uma medida de segurança e a razão principal para este procedimento é que os olhos humanos precisam de 5 a 10 minutos para se adaptar à escuridão após serem expostos a ambientes iluminados. Então, se um avião precisar ser evacuado rapidamente e estiver escuro lá fora, passageiros e tripulantes com os olhos já adaptados conseguem se mover com mais segurança.
Mas por que essa regra se aplica apenas à decolagem e ao pouso e não durante todo o voo? A reposta é simples: estes dois momentos são considerados as fases mais críticas e com maior probabilidade (ainda que as chances sejam ínfimas) de uma emergência seguida de evacuação.
Para contextualizar: de acordo com dados da Boeing, 21% dos acidentes aéreos fatais ocorrem durante a decolagem e 46% durante a descida.
Ao escurecer a cabine nesses momentos, as companhias aéreas preparam os passageiros e a tripulação para uma eventual evacuação de emergência, onde a visibilidade pode ser comprometida por fumaça, fogo ou ausência de energia elétrica.