Os assentos de aviões comerciais “encolheram” nas últimas décadas como resultado direto da desregulamentação do setor aéreo, iniciada nos Estados Unidos em 1978.
Com a liberalização das tarifas, as companhias passaram a competir por preço — e reduzir o espaço entre os assentos tornou-se uma das formas mais simples de aumentar a capacidade e a receita por voo.
Nos anos 1980, o espaço padrão entre as fileiras (chamado de seat pitch) na classe econômica era de 86 a 88 centímetros. Hoje, na maioria das companhias aéreas americanas e europeias de baixo custo, esse espaço é de 71 a 76 centímetros e, como não existem dimensões mínimas obrigatórias para assentos de passageiros, teoricamente esse espaço pode vir a diminuir ainda mais nos próximos anos.
Reduzir o seat pitch de 86 para 76 centímetros em um Boeing 737 pode significar a adição de até duas fileiras extras de assentos, comportando cerca de 18 passageiros a mais por voo. Pode parecer pouco, mas em uma rota operada diariamente por anos, essa diferença representa uma receita considerável.